Deveras Prolixo

Falar pouco não é uma opção

Mês: setembro, 2014

Sick brain Sick heart

“- Você não precisa ficar triste. Sua irmã,cachorro,mãe, pai, vizinho, amiga, professor, médico, pedreiro, faxineira passou por isso e não ficou triste.”

Não pergunta como eu estou, não me pergunta,não me pergunta… Não….não…. aff.
– Como você tá?- me pergunta sorrindo.
Eu falei pra não perguntar.
-Eu tô bem. – Quase não levantei da cama hoje, chorei não me olhei no espelho, não tomei banho e assisti 20 episódios da primeira temporada de Lost.
-Tchau.
Esqueci-me de perguntar: “e você?”. Nossa, ela pensa que eu sou grossa agora. Esse é o pior dia da minha vida.

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#2

Vai almoçar onde?

Era a primeira vez que ele conversava com Maria. Antes tão distante, agora passava a fazer as perguntas ao invés de não responder as dela.

Sabe aquele restaurante em frente aos Correios? Muito bom! Vamo com a gente?

Maria não queria que ele aceitasse pois a presença dele a perturbava.

O mais estranho disso tudo que após poucas palavras trocadas, uma breve pesquisa nas redes sociais e ela já estava apaixonada. Ela estava apaixonada?

Nada a abalava até o dia em que eu começou a descobrir quem ele era. O quanto isso soa piegas e o quanto brigava consigo  por conta disso não tem medida. Rendida estava pensando no quanto ela não queria ninguém senão ele.

Terminado o almoço. Voltaram juntos conversando sobre o tempo. As mãos de Maria tremiam e ele começou um questionário mais difícil que o vestibular de medicina.

-Você gosta de trabalhar aqui?

-O que melhor representaria seu estado de satisfação com a sua vida hoje?

Maria respondia com interesse e ao mesmo tempo medo. Estaria ela sendo testada ou a curiosidade por si só movia os questionamentos dele?

Um momento depois desse pensamento e ele ficou quieto como se tivesse sido censurado. Teria ele ouvido os pensamentos dela?